sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Papai, porque só o SERPRO pode fazer greve?

Strike quotes & quotations: "“Fico feliz em saber que existe um sistema de trabalho onde o trabalhador pode entrar em greve, se quiser! Gostaria de pedir a Deus que tal sistema prevalecesse por todo o Mundo”" - Abraham Lincoln

Até o ano passado eu ficava me questionando sobre a contribuíção sindical que é descontada anualmente em nossos contra-cheques. Um sindicato apático, que nunca havia feito uma mobilização que justificasse nem tomando ações significativas. Uma contribuíção que eu não concordava e todo ano tinha que tentar entregar de última hora uma declaração ao sindicato solicitando que não fosse descontada a taxa. Claro, eu nunca conseguia entregar a tempo, já que o comunicado informando o último dia para entregar a declaração era justamente no último dia!
Digo até ano passado porque houve uma grande mudança. Em 2009 houve a revolta dos profissionais de TI de Pernambuco e o sindicato brigou por uma série de itens no acordo anual da convenção. Houveram greves (na verdade o SERPRO que entrou em greve. Nós de empresas particulares "não podemos" fazê-lo). O aumento levou mais de seis meses para sair, pois estava tramitando na justiça e conseguimos suados 5,53% de reajuste, entre outros itens.
Apesar de apenas o SERPRO ter o Poder da Greve, algo mudou ano passado. Algo apontou para os empresários de TI e disse "Ei, não estamos gostando de como estamos sendo tratados!". Sim amigos, existe vida no sindicato! Resta agora apenas esperar o dia em que nossa categoria possa fazer um greve conjunta, quando necessário, não apenas uma greve de uma empresa só.

Strike quotes & quotations: "“I am glad to know that there is a system of labor where the laborer can strike if he wants to! I would like to God that such a system prevailed all over the world”" - Abraham Lincoln

Until last year I was questioning myself about the labor union contribution that's deducted annually on our salary. A no actions union, that had never done any mobilization to justify neither took any meaning action. A contribution that I disagree and every year I had to write a letter to the union asking to they don't deduct. Sure, every year they deduct because I could never delivery the letter on time, once that they published the dead line, on the dead line day!
I said last year because that was a big change. On 2009 that was the TI Labor Revolution (I named this) and the labor union fought for a several points at the annual convention agreement. That were strikes (in fact only the SERPRO did a strike. We, labors of private companies "can't" do it). The salary increase was more than six months late, because of the process on justice, but we got a hard 5,53%, among another several items.
Instead of only the SERPRO has the Strike Power, something had changed last year. Something pointed to the IT companies and said: "Hey, we aren't liking the way that you're treating us!". Yes my friends, that's still life inside the union. Now rest only to wait the day when our category may can do a general strike, if necessary, and not a strike of only one company.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eu também já fiz greve!

Quando se fala em greve logo se imagina um monte de gente parada na porta de uma fábrica ou agência bancária - ou qualquer outro local infeliz - , segurando cartazes e gritando palavras de ordem! Nos caso mais fervorosos você pode encontrar a polícia descendo o sarrafo e manifestantes quebrando portas de vidro, cadeiras e o que mais vier pela frente (até mesmo o colega desavisado que inocentemente veio cumprir sua obrigação de proletariado).
Entretanto existem várias outras formas de se fazer uma greve. Principalmente se você trabalha em uma empresa privada. Empresas privadas são o ó do borogodó quando se fala em greve. Se a coisa não for bem organizada, mas muito bem organizada mesmo, o máximo que você vai conseguir é uma oportunidade de realocação no mercado de trabalho, ou seja, ser demitido.
Certa vez resolveram cortar nosso benefício de adicional por consultoria realizada fora do expediente. Tipo, se o banco de dados de uma empresa parava nos ligavam para intervirmos para colocá-la em produção novamente. Recebíamos X por hora trabalhada. Esse X não era lá grande coisa, mas ajudava a comprar o leitinho das crianças.
Um belo dia alguém teve a brilhante idéia de transformar essa gratificação em banco de horas! Show! Eu agora iria comprar o leitinho com horas! "Tenho aqui duas horas, quantas latas de leite posso levar com isso?". Resolvemos então fazer algo bem simples: Ninguém era localizado nesses eventos até se voltar o processo de pagamento em dinheiro. Uma empresa parou um dia... Ninguém encontrava um DBA disponível. Uma estava "viajando", Outro "doente", outro fora de área e assim por diante. Essa empresa passou quase um dia e meio parada, trabalhando sem o sistema. Trabalhos extras fora dos horários, se não fosse a dinheiro, também eram boicotados.
Isso foi gerando uma lista de clientes insatisfeitos e projetos atrasados. Claro, eles podiam nos demitir, mas iria parar todo o setor de Banco de Dados da empresa, pois todos os DBAs estavam unidos e se um fosse cortado, outros iriam junto. Reforço novamente: para algo assim funcionar, todos, eu disse todos, devem manter sua posição firme.
Voltamos a receber pagamento em dinheiro, optando por banco de horas quando nos é conveniente. Resta agora torcer para que meu gerente não leia esse post e gerentes de outras empresas, porque depois de hoje minha imagem estará meio suja em outras corporações :P



When we talk about strike, suddenly comes the idea of a group of people stopped in front of the gates of some factory or bank - or any other unhappy place -, holding signs and yelling order words! In the fervors cases you'll find the police laying down the might law arm or strikers breaking door glasses, chairs and something else in front of them (even the work partner that came unknown and innocently to do their daily obligation of a proletariat).
However there are many other ways to do a strike. Principally if you do work on a private company. Private companies deal the devil when the subject is strike. If the thing isn't well organized, I really mean very organized, the maximum that you'll get is a chance to be reallocated at the labor economics market, better saying, being fired!
Once the company resolved to cut off our benefice, that was a extra payment for consulting done out of the work time hours. For example, if some company database broken, my company called us to intervene in fixing it, putting online. We received $X for worked hour. This payment was not so big deal, but it helped to buy the children milk.
One day someone had the great idea to turn those gratifications into a time bank! Great! Now I can buy my son's milk with the "time" in my bank! "Hey mr., I have here two hours, how much milk can I buy?". So we resolved to do something very simple: No one would be found after work, until they back the payment schema. One day a company crashed its database... No one could find any DBA available. One was "traveling", another "sick", another out of contact reach and so on. This company was without system almost one day and a half. Tasks out of the work time also would suffer boycott, if they wouldn't pay in money.
With this appeared a list with unhappy clients and projects were underdeveloped. Sure, they could fire us out, but this would stop all the database department of the company, because all the employees were joint to the cause, and if one were fired, the rest also will go away with him. I say it again: To this work, everybody, I said all, must keep their posture.
They gave us back our old schema of payment, money, choosing the time bank when it's convenient. Now rest me to hope that my manager doesn't read this post (and also another companies' managers), because after that, I will not be seeing with good eyes by them :P

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Pássaro e o Cano


White browed Wagtail, upload feito originalmente por K. Shreesh.

Em 1983 o sertão sofreu uma grande estiagem (seca). Eu tinha 7 anos nessa época. Passava o fim de ano no interior do estado, na casa dos meus avôs em Pesqueira. Meu pai costumava me levar em caminhadas na serra para caçar, andar a cavalo, pescar em pequenos riachos, etc., e estávamos na fazenda de um primo do meu pai, Seu Chico.
Como era mês de dezembro, verão, mês seco, um dos mais secos do ano na região, o cenário na fazenda não era um dos mais bonitos. O gado estava magro. O pequeno riacho que cortava as terras era agora apenas um monte de lama ressecada, junto à vegetação queimada. O azul do céu sem nuvens contrastando com aquela bola amarelo-te-queimo.
No meio desse cenário de mandacarús e xique-xiques, havia um passarinho, pequeno, preto e branco, pousado numa parte de um grande cano que cortava a fazenda levando água da barragem para a cidade. Esse pássaro bicava compulsivamente o cano de ferro, que devia ter uns 5 cm de espessura.
Fiquei parado ali por um tempo, olhando aquele pássaro e tentando entender o que ele fazia. Não havia comida ou insetos ali. O cano deveria estar fervendo. Tudo que o passarinho conseguiria era machucar e quebrar seu bico. Sede... Logo veio a resposta. Uma sede sufocante. Tão forte que a angustia que lhe era imposta superava a dor de tentar alcançar aquela água ali.
Não imagino como aquele pássaro sabia que ali corria água. Instinto ou talvez seus ouvidos pudessem escutar o som da água passando ali por dentro. Levantei de onde estava e pedi uma cumbuca ao Seu Chico. Enchi-a com um pouco d'água e levei até o cano. Mesmo me aproximando do cano, o passarinho não saiu de lá. Por cansaço ou pelo mesmo instinto estar lhe dizendo que eu iria ajudá-lo. Deixei lá a pequena cumbuca com água e o pássaro logo subiu nela e matou sua sede.
Não sei que espécie de pássaro era aquela. Conheço bancos de dados, não pássaros, a não ser que seja um galo, um papagaio ou uma arara. Mas aquele pequeno pássaro me mostrou, ainda quando eu era criança, até onde podemos chegar quando chegamos ao extremo. Ignorando a dor e a razão... E que nesses momentos ainda existem pessoas que podem nos ajudar.

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On 1987 the Brazilian Hinterlands suffered a great dry weather season. I was seven years old that time. It was end of the year and as always we gone to my grandparent house in Pesqueira, at countryside. My dad used to take me on walking through the hills, to ride, to fish on the little rivers there, etc., and we were at the far of his cousin, Mr. Chico.
We were in December, summer, dry season, that year one of the driest years on the region. The scenery on the farm wasn't one of the prettier that I had seen. The cow was thin. The little river which did cross the land now was just a lot of dry mud, mixed with the burned vegetation. The blue of the sky without clouds contrasting with that big yellow-burn-you ball.
In the middle of this scenery of Mandacarus and Xiques-Xiques (proprer region vegetation), was a bird, little, black and white, perched above a large iron pipe that did cross the farm taking water from the barrage to the city. This bird pecked compulsively the iron pipe, which should have near 5 cm (1,97 inches) density.
I stood there for a while, watching that bird and trying to understand what were it's doing. That are no bugs and the pipe might be damn hot. All that bird would get will hurt and break its beak. Thirst... That was the answer. A swallowed thirst. So strong that the anguish impost to it was bigger than the pain for reach the water inside.
I can't imagine how the bird would know how there was water there. Instinct maybe, or its ears could listen the sound of the water going through the pipe. I got up and ask Mr. Chico a calabash gourd. I filled it with water and took to the pipe. Even with me approaching it, the bird didn't get out from there. Maybe it was too tired or its instinct was telling it that I was there to help. I left the water there and suddenly the bird gone up on it to drink.
I don't know which species of bird was it. I know about Databases, not birds. The only birds that I can distinguish are chickens, parrots and eagles. But that little bird showed me, still when I was a little children, where we can get when we're pushed to the extreme. Ignoring the pain and reason... But it'll still exist people which will help us.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

I'm Spartacus!

Tem um filme antigo, mas muito bom chamado Espártacus, do Stanley Kubrick. Espártacus foi um ex-soldado romano, desertor que foi expulso do exército e transformado em escravo. De escravo tornou-se gladiador, devido a sua força. Como escravo e gladiador, liderou a Terceira Guerra Servil, ou Revolta dos Escravos, da Antiga Roma. Na época que Kirk Douglas era uma versão melhorada de Kurt Russel e imperadores não gladiavam. Uma cena do filme merece especial atenção, quando o General Marco Licínio Crasso envia ao acampamento uma ordem de execução poupando a crucificação dos escravos rebelados, substituindo essa pela crucificação de Espártaco, contanto que eles entregassem o mesmo. Nesse momento todos os escravos começam a auto-identificarem-se como sendo Espártacus, não entregando seu líder. Mas não irei blogar sobre o filme. O post é sobre a questão de liderança. O que leva um grupo de indivíduos assumirem uma culpa que não é sua, pondo em risco sua própria segurança, por uma única pessoa? Porque essa pessoa é um líder de fato e nato. E essas pessoas acreditam que essa única pessoa, sendo poupada, poderá fazer ainda muito mais por eles e pelos que estão junto a eles. As empresas que acreditam e valorizam seus líderes só tendem a ganhar com isso. Não digo no aspecto de "Oh, meu gerente tomou uma decisão errada e vou assumir a culpa por ele!". Não, isso não funciona porque você não toma decisões! Mas imagine que seu gerente, um grande líder, resolva sair da empresa para abrir sua própria, ou indo para outra empresa tendo oportunidade de levar alguns bons funcionários consigo. Se esse líder for um Espártacus tenha certeza que a empresa que ele está deixando, está perdendo muito mais do que um simples gerente. Estará perdendo o gerente, líder, que consegue a colaboração e esforço extra dos seus melhores colaboradores, e junto os melhores colaboradores. Não tenha nenhuma dúvida que a fidelidade de um colaborador a sua empresa está diretamente ligada ao seu líder direto. Não ao dono da empresa propriamente dita.







video

There's an old movie, but very good, called Spartacus, from Stanley Kubrick. Spartacus was an ex-roman soldier, deserter that was banned from the army and turned to a slaver. From a slaver he became a gladiator, because of his strength. As a slaver and gladiator he leaded the Third Servile War, also knew as the Slaves Revolt, on the Ancient Roman. In the time when Kirk Douglas was a better version of Kurt Russel and imperators didn't gladiate. But a special scene deserves a special attention. It was when the General Marco Licínio Crasso sends to the camp an execution order, saving the rebel slaves from the crucifixion, but if they give Spartacus to be crucified in their place. In this moment all those slaves start to identify their selves as Spartacus himself, saving his leader. But I don't want to blog about the film. This post is about leadership. What leads a group of persons to put their self guilt, putting them in risk, to save one unique person? Because this unique person is a leader in fact since was born. And those people believe that this unique person, being saved, can do much more for them and those who are near. The companies that believe and value their leaders just win with this. I don't speak on the fact of "Oh, my manager took a wrong decision, but I'll take the charge for him!". Sure it'll not work, because you don't take decisions! But imagine that your manager, a great leader, decides to leave the company to open his own company, or going to a bigger company having an opportunity to bring with some good employees. If this leader is a Spartacus kind, be sure that the company which he's leaving is losing much more than simply a manager. It's losing the manager, the leader that gets the extra effort from his best employees and the best employees itself. You don't have any doubt that the fidelity of an employee is connected directly to his direct leader. Not to the company owner.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Clonando Banco Informix

Normalmente as empresas possuem duas instâncias do seu banco de dados: a instância de produção, que é utilizada no dia a dia pelos funcionários e clientes, e uma instância de testes ou homologação, cujo é utilizada para testar uma nova versão do aplicativo, treinamento ou outros tipos de testes. Ou seja, uma cópia fiel dos dados e estrutura de produção.
O modo mais rápido e automatizado de criar essa nova instância é simplesmente clonando-se o banco de produção. A clonagem é um procedimento simples, mas arriscado, pois se deve criar uma estrutura de chunks e dbspaces exatamente fiel a da instância que será clonada (número de arquivos iguais). Caso falte algum arquivo no listfile - veremos abaixo - ambas as instâncias irão compartilhar o mesmo arquivo físico. Isso pode vir a ser um sério problema. Abaixo um passo a passo simples de uma clonagem de um banco Informix.

1) Fazer backup da instância a ser clonada:
Editar o onconfig na sessão TAPEDEV para apontar onde será criado o backup.
Ex.:
TAPEDEV /tmp/novo_banco # Tape device path
TAPEBLK 32 # Tape block size (Kbytes)
TAPESIZE 10000000 # Maximum amount of data to put on tape (Kbytes)
2) ontape –s
Obs.: O arquivo “novo_banco” deve ter sido criado manualmente, utilizando o TOUCH. Esse arquivo irá receber o backup da instância, feito pelo ONTAPE –S.
3) Copiar um onconfig existente e editar as referências de nome antigo para a nova instância.
Manter as seguintes referências:
TAPEDEV /tmp/novo_banco # Tape device path original
ROOTPATH /d2/infdados/banco_original/dbs_root # Manter caminho original do arquivo copiado
Editar o SERVERNUM para um número que não esteja sendo utilizado
4) Editar o services para contemplar o novo informix Server e Porta. Ex.:
novo_banco 48561/tcp # instancia de homologacao
5) Editar o sqlhosts para contemplar a nova instância:
novo_banco onsoctcp 192.168.0.1 novo_banco
6) Criar arquivo listfile (de-para):
/d2/infdados/banco_original/dbs_root 0 /d2/infdados/novo_banco/dbs_root 0
/d2/infdados/banco_original/dbs_dados 0 /d2/infdados/novo_banco/dbs_dados 0
/d2/infdados/banco_original/dbs_blobs 0 /d2/infdados/novo_banco/dbs_blobs 0
/d2/infindex/banco_original/dbs_index 0 /d2/infindex/novo_banco/dbs_index 0
/d2/infindex/banco_original/dbs_temp 0 /d2/infindex/novo_banco/dbs_temp 0
ATENÇÃO! A estrutura do novo banco deve ser criada manualmente e deve ter número de arquivos exatamente igual a do banco original, chunks e dbspaces. Cada chunck e dbspace deve ter seu correspondente no novo banco. Isso deve ser feito fielmente para evitar sérios problemas no momento da clonagem, na instância original.
7) No diretório onde foi criado o arquivo listfile, executar:
ontape -r -rename -f listfile

Obs.: No Informix 10.0, pode ocorrer erro de perda de conexão, como descrito abaixo:
IC50975: WHEN THE SERVER CANNOT BE CONNECTED DURING A PHYSICAL RESTORE, ONTAPE -R DISPLAYS: PHYSICAL RESTORE FAILED - FUNCTION WRITE , Closed as program error.

Isso é um Bug corrigido em versões 10.00 UC6 e acima


Normally the companies use to have two instances of a database: the production instance, that is used by the employees and clients everyday, and another instance of tests and homologation, which us used to test a new version of the application, training or another uses. An identical copy of the production database.
The faster and automatic way to create this instance is creating a clone of the production database. The cloning process is very simple, but is also very dangerous. You must create an identical structure of dbspaces and chunks (same number of files), because if there's some file missing at the listfile - we'll see below - both instances will share the same physical file. This can become a serious problem. Bellow there're simple steps to clone an Informix database:

1) Backup the cloning instance, editing the parameter TAPEDEV to a physical file, where the backup will be made.
E.g.:
TAPEDEV /tmp/new_db # Tape device path
TAPEBLK 32 # Tape block size (Kbytes)
TAPESIZE 10000000 # Maximum amount of data to put on tape (Kbytes)
2) ontape -s
The backup will be made at the created file (using the TOUCH command).
3) Copy the production ONCONFIG file, editing the references to the new instance. Just mantain the following references:
TAPEDEV /tmp/new_db # Original Tape device path
ROOTPATH /d2/infdados/original_db/dbs_root # Keep the original ROOT path
Edit the SERVERNUM to a not used number
4) Edit the services file adding the new informix server and its backdoor:
new_db 48561/tcp # New Instance Name
5) Edit the sqlhost files adding the new instance:
New_db onsoctcp 192.168.0.1 new_db
6) Create the listfile. This file is something like a FROM-TO file, which lists the original file path and the destination file path:
/d2/infdados/original_db/dbs_root 0 /d2/infdados/new_db/dbs_root 0
/d2/infdados/original_db/dbs_dados 0 /d2/infdados/new_db/dbs_dados 0
/d2/infdados/original_db/dbs_blobs 0 /d2/infdados/new_db/dbs_blobs 0
/d2/infindex/original_db/dbs_index 0 /d2/infindex/new_db/dbs_index 0
/d2/infindex/original_db/dbs_temp 0 /d2/infindex/new_db/dbs_temp 0
BE CAREFUL! The destination structure must be manually created, and must have the same number of files (chunks and dbspaces). Every chunk and dbspace must have its pair on the destination side. This can avoid serious problems for you at the cloning moment.
7) In the path where the listfile was created, execute:
ontape -r -rename -f listfile

Observation: On Informix 10.00 maybe occurs an error of connection lost:
C50975: WHEN THE SERVER CANNOT BE CONNECTED DURING A PHYSICAL RESTORE, ONTAPE -R DISPLAYS: PHYSICAL RESTORE FAILED - FUNCTION WRITE , Closed as program error

It's a Bug, corrected on Informix 10.00 UC6 or higher.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Miséria...


, upload feito originalmente por Abdullah Al-faggar ايليتس للقمهـ.

Enoja-me toda essa miséria dos homens e toda essa nossa vontade de não fazer nada. Pessoas nas ruas sem um mínimo de dignidade. Sem terem onde dormir. Sem mal terem o que comer. Comendo os restos que nem para nossos fofinhos animais de estimação, deixamos. Sem nenhuma condição de higiene básica. Como de volta a Idade Média.
Não estou criticando os políticos ou as grandes companhias por sua inércia perante tudo isso. Estou criticando a mim, a você, a todos nós que nos acomodamos a dançar e brincar perante tal situação. Nós que já não nos importamos com cena tão banal. Passamos por essa cena com a naturalidade de uma novela da Globo, as vezes até com repúdio, como se fosse culpa daquela pessoa viver em tal miséria.
Ensinaram-me, porém, a nunca criticar sem apresentar uma proposta de solução para o problema. Não a tenho. Sinto-me inútil. De mãos amarradas diante de tudo isso. Sinto-me incompetente por não saber o que fazer para mudar algo. Fraco por minha incapacidade de tomar alguma inciativa.
O Haiti está em nossa casa e nós nem ao menos vemos isso.

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Despises me all those men misery and all desire of us to do nothing about. People on the streets without a minimum of dignity. Without a place for sleep. With barely have something to eat. Eating the rests that we even given to our cute puppies. Without any condition or basic hygiene. As we had came back for the middle ages.
I'm not criticizing the politicians or the big companies for their inertia about this all. I'm criticizing me, you, and everybody which had been being accommodated. Dancing and playing in front of this entire situation. We that mind anymore for so trivial scene. We pass by those people with such naturalness of a bad soap opera, sometimes even with repudiation, as if was their fault to be like that.
I learned, however, to never criticize with show some propose of solution to the problem. I don't have. I feel useless. With tied hands in front of this. I feel incompetent for don't know what to do to change this. Weak for my incapacity to start something.
The Haiti is inside our homes and we even can't see this.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eu Quero um Pug!

Para aqueles que não sabem, um "Pug" é uma raça de cachorro que se acredita ser originária da China. São cães de pequeno porte, agradáveis, companheiros, brincalhões e dóceis, com um coração muito maior que seu pequeno tamanho. Ideais para serem criados em apartamentos, já que não gostam de ficar sozinhos fora da casa e sofrem com mudanças bruscas de temperaturas.
Para ajudar na visualização de como seria um Pug, além da foto acima, vocês podem lembrar no filme Homens de Preto, aquele cãozinho sem noção, o Frank. Confesso que só passei a conhecer a raça após o filme, mas o cão Pug surgiu por volta de 400 A.C. Com o tempo ele tornou-se um grande companheiro da Baixa Realeza.
Uma história publicada em 1618 pelo Sir Roger William conta um incidente em que um Pug salvou William, O Silencioso. Relatos indicam que o fato ocorreu entre 1571 e 1573, quando um acampamento holandês sofreu um ataque surpresa de um exército espanhol. O Pug, cujo nome acredita-se que era Pompey, acordou seu dono antes do ataque, arranhando, chorando e lambendo seu rosto. Desse modo William conseguiu antecipar-se ao ataque e fugir do acampamento.
Cem anos após o incidente a raça passou a ser bastante popularizada. Foi retratado em pinturas como o Castelo de Cartas (House of Cards) de William Hogarth e "La Marquesa de Pontejos" de Goya. Na França a raça tornou-se popular através de Josephine Bonaparte, dona do Pug "Fortuna".
Atualmente seu preço ainda condiz com a Baixa Realeza. Um filhote de Pug está custando em média cerca de R$2.000 a R$2.500. O mais barato que encontrei foi R$1.500. Ou seja, muito aquém da realidade do meu orçamento atual.

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For those who don't know, a "Pug" is a dog pedigree that believes that came from China. They are small dogs, pleasant, fellow, playful and lovelies, with a heart bigger than their small size. They are proper to be created into apartments, once that they don't like to be alone, outside home and they can suffer with the weather changes.
To help on how a Pug looks like, besides the picture above, you just need to remember the movie MIB and the little nonsense dog called Frank. I confess that I just started to know the pedigree after the movie, but this dog appeared around 400 B.C. After some time it became a great fellowship from the Low Royalty.
A history, from 1618 by Sir Roger William, tells about an incident where a Pug saved William, The Silent. Reports indicate that the fact happened between 1571 and 1573, when an Holland camp was surprised by an attack of the Spanish army. The Pug, which the name was supposedly Pompey, woke up his owner before the attack, scratching, crying and licking his face. So, Lord William could anticipate the attack and run away from the camp.
One hundred years later this incident, the pedigree had become very popular. It was portrayed on paints like House of Cards, by William Hogarth and "La Marquesa de Pontejos", by Goya. At France the dog became popular through Josephine Bonaparte, owner of the Pug "Fortune".
Nowadays its price is still appropriated for the Low Royalty. A Pug puppy has a price of $2.000 to $2.500 more or less. The cheaper that I found was $1.500. Besides that, this price is far beyond my actual budget!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A Morte de Baleia


A Morte de Baleia, upload feito originalmente por Guzma.

Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é um dos melhores livros que já li. Quero chamar atenção para um capítulo em especial, A Morte de Baleia. Sempre que leio esse capítulo as lágrimas me vêm. Para quem nunca o leu, Baleia é a cadela de Fabiano, o protagonista da estória. Nesse capítulo o autor retrata a morte da pequena cadela como se a mesma fosse uma pessoa, em toda a sua ingenuidade de animal. Abaixo alguns trechos do capítulo, uma vez que não foi possível postá-lo por inteiro devido ao tamanho.

"A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida. Por isso Fabiano imaginava que ela estivesse com um princípio de hidrofobia e amarrara-lhe no pescoço um rosário de sabugos de milho queimados. (...) Então Fabiano resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a, limpou-a com o saca-trapo e fez tenção de carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito. (...) Pobre Baleia. Escutou, ouviu o rumor do chumbo que se derramava no cano da arma, as pancadas surdas da vareta na bucha. Suspirou. Coitadinha da Baleia. Os meninos começaram a gritar e espernear (...) Como o animal estivesse de frente e não apresenta-se bom alvo, adiantou-se mais alguns passos. Ao chegar às catingueiras, modificou a pontaria e puxou o gatilho. A carga alcançou os quartos traseiros e inutilizou uma perna de Baleia, que se pôs a latir desesperadamente. (...) E Baleia fugiu precipitada, rodeou o barreiro, entrou no quintalzinho da esquerda, passou rente aos craveiros e às panelas de rosna, meteu-se por um buraco da cerca e ganhou o pátio, correndo em três pés. Dirigiu-se ao copiar, mas temeu encontrar Fabiano e afastou-se para o chiqueiro das cabras. Demorou-se aí um instante, meio desorientada, saiu depois sem destino, aos pulos. Defronte do carro de bois faltou-lhe a perna traseira. E, perdendo muito sangue, em dois pés, arrastando com dificuldade a parte posterior do corpo. Quis recuar e esconder-se debaixo do carro, mas teve medo da roda. Encaminhou-se aos juazeiros. Sob a raiz de um deles havia uma barroca macia e funda. Gostava de espojar-se ali: cobria-se de poeira, evitando as moscas e os mosquitos, e quando se levantava, tinha folhas secas e gravetos colados às feridas, era um bicho diferente dos outros. Caiu antes de alcançar esta nova arredada. Tentou erguer-se, endireitou a cabeça e estirou as pernas dianteiras, mas o resto do corpo ficou deitado de banda. Nesta posição torcida, mexeu-se a custo, ralando as patas, cravando as unhas no chão, agarrando-se nos seixos miúdos. Afinal esmoreceu e aquietou-se junto às pedras onde os meninos jogavam cobras mortas. Uma sede horrível queimava-lhe a garganta. Procurou ver as pernas e não as distinguiu: um nevoeiro impedia-lhe a visão. Pôs-se a latir e desejou morder Fabiano. Realmente não latia: uivava baixinho, e os uivos iam diminuindo, tornavam-se quase imperceptíveis. (...) Passou a língua pelos beiços torrados e não experimentou nenhum prazer. O olfato cada vez mais se embotava: certamente os preás tinham fugido. Esqueceu-os e de novo veio o desejo de morder Fabiano, que lhe apareceu diante dos olhos meio vidrados, com um objeto esquisito na mão. Não conhecia o objeto, mas pôs-se a tremer, convencida de que ele encerrava surpresas desagradáveis. Fez um esforço para desviar-se daquilo e encolher o rabo. Cerrou as pálpebras pesadas e julgou que o rabo estava encolhido. Não poderia morder Fabiano: tinha nascido perto dele, numa camarinha, sob a cama de varas, e consumira a existência em submissão, ladrando para juntar o gado quando o vaqueiro batia palmas. O objeto desconhecido continuava a ameaçá-la. Conteve a respiração, cobriu os dentes, espiou o inimigo por baixo das pestanas caídas. (...) Não se lembrava de Fabiano. Tinha havido um desastre, mas Baleia não atribuía a esse desastre a impotência em que se achava nem percebia que estava livre de responsabilidades. Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. (...) Agora parecia que a fazenda se tinha despovoado. Baleia respirava depressa, a boca aberta, os queixos desgovernados, a língua pendente e insensível. Não sabia o que tinha sucedido. O estrondo, a pancada que recebera no quarto e a viagem difícil do barreiro ao fim do pátio desvaneciam-se no seu espírito. (...) A tremura subia, deixava a barriga e chegava ao peito de Baleia. Do peito para trás era tudo insensibilidade e esquecimento. Mas o resto do corpo se arrepiava, espinhos de mandacaru penetravam na carne meio comida pela doença. Baleia encostava a cabecinha fatigada na pedra. A pedra estava fria, certamente Sinhá Vitória tinha deixado o fogo apagar-se muito cedo. Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se esponjariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes."

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Vidas Secas (Barren Lives), from Graciliano Ramos, is one of the best books that I ever read. I want to ask for attention for a special chapter, indeed, Baleia's Death. Every time I read this chapter the tears come to my face. For those that had never read the book, Baleia is the Fabiano's dog, the main character of the book. On this chapter the author shows the death of the poor dog as if it was a person, inside its total naivety of an animal. Below I wrote a piece of the chapter. Not the entire because it's too large for a post.

"The dog Baleia was about to die. She had lost weight; the hair was lost on several parts, the ribs appearing into a rose background, where dark spots suppurated and bleed, covered of flies. The wounds of the mouth and the swelling of the edges made it hard to eat and drink. Because of that Fabiano thought that she was with a "hydrophobia" beginning and tied a rosary of burned corn pith on her neck. (...) So Fabiano resolved to kill her. He took his old gun flint rifle, sanded, cleaned with a wad remover and loaded it well, to be sure that the dog would not suffer very much. (...) Poor Baleia. She heard, listened the lead noise into the gun barrel, the deaf hit of the staff into the wad. Breath. Poor Baleia. The kids started to cry and complain. (...) As the animal was not in front of him and than was not a good target, he advanced a few more steps. When arrived to the vegetation, he changed the aim and pulled the trigger. The charge hit the back legs and made useless one of Baleia's leg, and started to cry despairing. (...) And Baleia run abrupt, surrounded the clay pit, entered into the left yard, passed through near the horseshoe trees, got through a hole in the fence and arrived to the field, running into three paws. She gone to the front of the house, but was afraid to meet Fabiano there and gone away to the goat's filthy place. Stood there for a moment, a little disoriented, gone out without direction, jumping. In front of the oxcart, her back legs failed. And, loosing a lot of blood, into only two feet, dragging with difficult the front part of her body. She wanted to go back and hide herself under the oxcart, but was afraid about the wheel. She went to the jujube trees. Under the raw of one of them was a smooth and deep ravine. She used to swipe there: covering with the dust, avoiding the flies and mosquitoes, and when she stood up there was dry leafs and kindling pasted on her wounds, it was a different bug from the others. She felt down before arrive to this place. Tried to stand up, straight the head and the front legs, but the rest of her body was stretched-out beside. At this twisted position, she moved hard, vexing the paws, riveting the nails on the ground, tightening the small pebbles. So she dispirited and got quiet near the stones where the boys used to place the dead goats. A terrible thirst burned her troth. She looked for her legs but couldn't distinguish it: a fog blocked her vision. She started to bark and wished to bit Fabiano. I fact she wasn't barking: she was yelping low, and they were going lower time to time, making almost imperceptible. (...) She passed the tong to the toasted mouth edges but there was no pleasure. The olfaction was becoming more and more blunted: for sure the restless cavies run away. She forgot them and again came the desire to bit Fabiano, which appeared in front of her little opaque eyes, with a strange object on his hand. She didn't know the object, but started to tremble, convinced that it brought displeasured surprises. She made a effort to avoid that thing and shrunk the tail. She closed the heavy eyelids and found that her tail was shrunk. She couldn't bit Fabiano: was born near him, at a little bed, under the rod bed, and consumed her existence on submission, barking to join the cows when the cowboy clapped his hands. The unknown object was still threatening her. She held the breath, covered the teeth, and looked the enemy under the fallen eyelashes. (...) She couldn't remember Fabiano anymore. There was some disaster, but Baleia didn't attribute her impotence to this, neither noticed that were free from her duties. The anguish squeezed her little heart. She must watch the goats: that time smells of pumas should be walking by the bank, rounding at the far thickets. (...) Now it looked like that the farm was empty. Baleia was breathing fast, mouth opened, the ungoverned chin, the tong suspended and insensible. She didn't know what was happened. The noise, the hit received on her back and the hard travel to the bank in the end of the field were dissipating on her spirit. (...) The trembling grew, leaving her belly getting to Baleia's chest. From her chest to behind everything was numbness and forgetfulness. But the rest of her body was ruffling, cereus thorns penetrating her flesh, still little consumed by the sickness. Baleia lie down her little tired head on the stone. The stone was cold; certainly Mrs. Vitória had left the fire out too early. Baleia whished to sleep. She would wake up happy, at a full of restless cavies world. And she will lick the Fabiano's hands, a big Fabinao. The kids will swipe with her, rolling with she on a large field, an enormous filthy. The world would be full of restless cavies, fat, enormous."

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Animais para Adoção

Esse pequeno gato estava no condomínio que ficamos nas nossas férias em Tamandaré. Pequeno, perdido e desamparado. Com aquele olhinho do gato do filme Shrek. Minha esposa que nem gosta de gatos até queria ficar com ele. A questão é que alguém foi mais rápido que nós e o adotou (eu acho), porque não encontramos mais o pequeno gatinho até quase o dia de irmos embora, já com outras pessoas.
Essa pequena criatura, no entanto, chamou-me a atenção para quantas e tantas outras pequenas criaturinhas sem lar, sendo maltratadas nas ruas e sem alguém para lhes dar um carinho. Muitas são sacrificadas nos canis municipais, pois não encontram quem as adote. O estado por sua vez também não pode simplesmente deixá-las pelas ruas, como se fosse um enorme canil. Seria ruim para as pessoas e garanto que muito pior para os pobres animais, que tem sua compreensão limitada.
Digo limitada porque basicamente eles querem apenas ser amados. Cientistas realizaram uma pesquisa e comprovaram que é bom para o coração de um cãozinho ou gatinho, quando recebem carinho.
Também pesquisando encontrei hoje um site onde você pode adotar cães ou gatos, filhotes ou não, que estão desamparados. Observei que existem anúncios de várias partes do Brasil, mas principalmente de Recife e Olinda, foco do meu interesse. Ainda não adotei nenhum deles, mas garanto que quando estiver em meu apartamento (brevemente) será o primeiro site que irei visitar:
http://www.rededeadocao.com.br

Todos os dias animais são exterminados por falta de um lar que os adote. Salve um animal! Contato para Adoção CVA: (81) 3232 7728



This little animal was at the condominium that we were in our vacations at Tamandaré beach. Little, lost and beaten. With those little eyes of the cat on the Shrek movie. My wife even doesn't like cats very much, but wanted to keep it. The fact is that someone was faster than us and adopted it (I guess), because we didn't find the little creature anymore, but to the days near to we go away, with another people.
This little creature, however, called me attention for how many and so much others little creatures are without a home, being hurt on the streets and with no one to give them some caress. A lot of they are sacrificed at city kennels, because can't find who adopt they. The government, however, also can't simple leave them on the streets, as if it was a big kennel. It would be bad for people and worst for those poor animals, with a limited comprehension of life.
I say limited because basically all they want is to be loved. Scientists made a research and proved that's good for the pet's heart when they receive some caress.
Also doing a research I found a site where you can find cats and dogs for adopt, puppies or not, beaten. I observed that are announces from several places on Brazil, but mainly at Recife and Olinda, focus of my interest. I haven't yet adopted one, but I guarantee you that when I move to my apartment (soon) this will be the first site that I'll visit: http://www.rededeadocao.com.br

Everyday pets are exterminated because they don't have a home to go. Save a pet!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cachoeiras


Cachoeiras em Caxias do Sul... From the road, upload feito originalmente por Guzma.

A cidade onde nasci e passava minhas férias de verão, Pesqueira, a 212 km de Recife, fica cercada pela Serra do Ororubá. Nunca entendi o nome da cidade, Pesqueira. Sempre me perguntaram se o nome era porque a principal atividade da cidade seria a pesca. Nem perto. A cidade é conhecida pela fabricação de doces e renda. Atualmente apenas a renda, diga-se de passagem, porque todas as fábricas de doces foram fechadas.
A maior parte da Serra do Ororubá, senão toda ela, atualmente é terra de demarcação indígena, tribo dos Xukurus. Nem sempre foi assim. Quando eu tinha meus 11 anos de idade, mais ou menos, era costume todas as férias fazermos trilhas e caminhadas, eu e meus amigos, serra adentro (e acima). Um bando de guris, sem nenhum senso de direção ou perigo, caminhando no meio do cerrado, se sentido verdadeiros desbravadores!
Ao longo de toda a Serra corre um rio. Na verdade a nascente do Rio Ipanema. Foi então que quatro crianças ociosas e desbravadores tiveram a brilhante idéia de descer o rio em um bote inflável! Claro que nenhum de nós lembrou que no meio daquele trecho que planejávamos navegar, havia uma pequena queda d'água, algo em torno de 3 metros, mas que para uma criança de 11 anos era bastante alta.
Chegamos ao ponto de origem e colocamos o bote lá. Subimos os quatro. Eu, Eduardo, Luiz e Raimundo. Não tínhamos a menor noção de segurança. Sem coletes salva-vidas, sem capacetes ou remos. Apenas nossa excitação e ansiedade nos guiando. Colocamos o bote na água, subimos os quatro e começamos nossa aventura.
Foi quando lá à frente alguém viu que o rio não seguia um plano reto. Uma depressão seguia-se e logo mais abaixo o rio continuava. Era a cachoeira. "Fudeu" - Alguém falou. Não íamos tão rápido, mas não sei por que cargas d'água demoramos tanto para fazer algo a respeito.
Não conseguíamos descer todos ao mesmo tempo. Primeiro foi por não sabermos a profundidade que estávamos e esperamos o primeiro cobaia cair dentro pra constatarmos. Depois, por algum motivo, achamos que não conseguiríamos descer todos ao mesmo tempo. Ora raios, se aquilo não era uma porta não entendi qual a dificuldade de pular todos.
Primeiro pulou o Eduardo. A água nem estava muito funda. Batia abaixo do seu joelho. Depois pulou o Raimundo. Olhamos eu e o Luiz um para o outro na expectativa de quem seria o próximo. Tarde demais. Quando demos por conta estávamos desabando queda abaixo. Os 3 metros mais altos que já desci.
O bote caiu emborcado. Eu e o Luiz sentado no leito do rio olhando um para o outro e rindo. Rindo do susto, da situação e da cara de assustados do Eduardo e do Raimundo. Voltamos pra casa molhados, sujos e felizes, como se tivéssemos acabado de descer as corredeiras do Niágara. Levamos uma bronca dos meus pais ao chegarmos em casa, mas é o diabinho que vive em todos nós que faz com que o bem que temos por dentro venha a tona!
"A vida pode ser uma ousada aventura ou nada. Segurança não existe na natureza, nem as crianças dos homens estarão totalmente seguras. Evitar os perigos é tão seguro em nossa vida quando expuser-se-se a eles" - Helen Keller

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The city where I was born and used to spend my summer vacations, Pesqueira, 212km from Recife, is surrounded by the Ororubá Mounts. I never understood the city name, Pesqueira (something similar to fishing in Portuguese). People asked me if the name comes because the main business activity from the city was fishing. Not even close. The city were once knew because of the factories of sugary and laceworks. Nowadays they just have the lacework, because all sugary factories were closed.
Most part of the Ororubá Mounts, or all of that, actually is indian land, Xukurus tribe. But wasn't like that all those time. When I was 11 years old, more or less, I and some friends used to go trekking deep (and up) in mounts. A group of kids, with no sense of dangerous or direction, in the middle of meadow, feeling like truly pioneering.
On this mounts there’s a river. In fact is where the Ipanema River born. So it happened. Four idle and pioneering kids had the brilliant idea of going down the river into a inflatable boat! Sure, none of us remembered that in that river that we were planning to sail, there was a little waterfall, 3 meters high more or less, but for an 11 years old kid it was high enough.
We get to the start point and placed the boat. All four came into the boat. I, Eduardo, Luis and Raimundo. We had no idea of security. No life jacket, helmets or oar. Only excitation and anxiety guiding us. We placed the boat into the water, got in and started our adventure.
So, there forward someone saw that the river didn't follow a straight curse. There was a point of depression and just after above the river continued. It was the waterfall. "Fuck" - someone screamed. We weren't in a high speed, but I don't know how the hell why we took so long to take some decision.
We couldn't go out all at the same time. First because we didn't know how deep was so we were waiting some of us trying first. Besides that, for some reason, we thought that we couldn't go out at the same time for some reason. What a hell... If that was not a door, I didn't understand why it would be hard to go out all four at same time.
Eduardo jumped first. The water was not so high. It was under his knees. After that jumped Raimundo. I and Luis were looking one each other waiting who would be the next. Too late. When we noticed we were going down the waterfall. The highest three meters that I ever felt.
The boat felt overturned. I and Luis sat at the water, looking each other and laughing. Laughing of the fright, of the situation and of the scared faces that had Eduardo and Raimundo. We came back home all wetted, dirty and happy, as we just had sail down the Niagara Falls. My parents were not so happy when we arrived home, but is the little devil that lives inside each of us that made us to free the good inside us.
"Life is either a daring adventure or nothing. Security does not exist in nature, nor do the children of men as a whole experience it. Avoiding danger is no safer in the long run than exposure." - Helen Keller

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pescadores


Enquanto estava em Tamandaré, algumas vezes ia a praia a noite. Sentar na areia fina para observar a lua e seu reflexo sobre a água. As estrelas, tantas, que não conseguimos ver no céu das grandes cidades. Escutar a brisa marinha noturna. Sentir o cheiro do mar.
Uma noite, porém, uma cena chamou-me a atenção. Um pequeno barco de pesca, estreito, com dois lugares para sentar, mas sem espaço para passar de um para outro e um par de remos. Neste barco, dois pescadores preparavam-se para partir. Noite e mar adentro, com apenas um pouco de água, sal, comida e ferramentas para a pesca. Preparados para passar toda uma noite na escuridão do mar em busca do vosso sustento.
A imagem lembrou-me o velho Santiago, saindo sozinho em seu pequeno barco para provar que ainda podia pescar um grande peixe. A luta para dominar o peixe e a batalha conta o mar e os tubarões para trazer sua pesca a praia. O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway. Eu tinha esse livro, mas confesso que não sei mais onde está hoje em dia...

"Sempre pensava no mar como *la mar*, que é o que o povo
lhe chama em espanhol, quando o ama. Às vezes, aqueles que
gostam do mar dizem mal dele, mas sempre o dizem como se ele
fosse mulher. Alguns dos pescadores mais novos, os que usam
bóias por flutuadores e têm barcos a motor, comprados quando
os fígados de tubarão davam muito dinheiro, dizem *el mar*,
que é masculino. Falavam dele como de um antagonista, um
lugar, até um inimigo. Mas o velho sempre pensava no mar
como feminino, como algo que entrega ou recusa favores
supremos, e, se tresvariava ou fazia maldades era porque não
podia deixar de as fazer. A lua influi no mar como as
mulheres, pensava ele."


the old man and the sea from hüseyin on Vimeo.


While I was in Tamandaré, sometimes I used to go to the beach at night. Seated at the fine sand to watch the moon and its reflex on the water. The stars, so many, which we can't see through the big city skies. Listening to the sea night breeze. Feeling the sea smell.
One of those nights, however, a scene called me attention. A little fishing boat, strait, two places to sit, but no space to pass from one to another and a pair of oars. In this boat, two fishing men were going reading to go deep into night and sea. They were taking with them only water, salt, a little food and the fishing tools. Prepared to pass all night inside the darkness sea, seeking for their sustain.
This image remembered me the old Santiago, going alone into his little fishing boat to prove that he still could catch a big fish. The fight to dominate the fish and his battle against the sea and the sharks, just to bring his fishing to the shore. The Old Man and the Sea, by Ernest Hemingway. I had this book, but I confess that I don't know where it's nowadays...

"He always thought of the sea as la mar which is what people call her in Spanish when
they love her. Sometimes those who love her say bad things of her but they are always
said as though she were a woman. Some of the younger fishermen, those who used buoys
as floats for their lines and had motorboats, bought when the shark livers had
brought much money, spoke of her as el mar which is masculine. They spoke of her as a
contestant or a place or even an enemy. But the old man always thought of her as
feminine and as something that gave or withheld great favours, and if she did wild or
wicked things it was because she could not help them. The moon affects her as it does a
woman, he thought."

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fundamentos de uma Wicca

Apenas complementando o post anterior, minha nova amiga enviou-me Os Fundamentos de uma Wicca. Pegando o embalo do último post resolvi traduzí-lo do Espanhol (ela era Chilena):
"Para seguir as Leis Wicca devemos, em perfeito amor e confiança, viver e desejar viver. Dar e receber com justiça. Três vezes o círculo deve traçar para os espíritos malignos de fora deixar e sempre o feitiço finalizar. Deve ao recitar, o feitiço rimar, com voz gentil e suave. Muito se escuta e pouco se fala. Observar ao invocar a fase da lua, cantando às Bruxas das Runas. Se a Lua é Nova, da Senhora, duas vezes as mãos beijarás agora. Quando no ápice a lua estiver ela buscará o que teu coração busca. A rajada do Norte você deve escutar, deixar a chave, as velas baixar. Quando do Sul o vento vier, o amor lhe beijará a boca. Quando o vento sopra do Oeste, as almas desencarnadas não descansarão. Quando o vento sopra do leste, aguarda uma novidade, prepare uma festa. Nove pedaços de madeira vão no caldeirão, rápido e lento deverás queimar. O sabugueiro é a árvore da senhora, não o queime ou amaldiçoado estará. Quando a roda começar a girar, queimar o fogo de Beltane deves deixar. Quando a Yule a roda girar acenderá o tronco e o chifre reinará. Cuida do teu arbusto, árvore e flor, eles são abençoados pela Senhora. Onde as ondas da água vão, atira uma pedra e será revelada a verdade. Quando tiveres uma verdadeira necessidade, a cobiça alheia não servirás. Não desperdice tempo com um tolo, se não quiser que o considerem seu amigo. Encontros felizes, partidas felizes, abrigam o coração e enrrubecem as bochechas. A lei das três vezes deve sempre lembrar. Mal três vezes, bem três vezes. Quando a má sorte lhe perseguir uma estrela azul em sua frente o guiará. Sê sempre fiel ao teu amor, ou infiel ele será."



Just complementing the previous post, my new friend sent me the Wicca Fundaments. So, taking a ride on the last post I resolved to translate it from the Spanish (My friend is from Chile):
"To follow the Wicca laws we must, in perfect state of love and trust, live and wish to live. Give and receive with justice. Three times the circle must draw to the evil spirits outside remain and always the sorcery to end. Must speech, the spells rhyme, with a gently and softly voice. Hear a lot and talk few. Watch when invoking the lunar phase, singing to the Witches of Runes. If it is a New Moon, of the Lady, twice now your hands you kiss. When in the apex the moon is, it will search what your heart is looking for. The blow from the North you must hear, leave the key, down the sail. When from the South the wind comes, the love will kiss your mouth. When the wind blows from the West, the disembodied souls won't rest. When the wind blows from East, wait for a new, prepare a party. Nine timbers go to caldron, rapid and slow you must burn. The Elder is the lady tree, don't burn it or damned you'll be. When the wheal starts to spin around, burn the fire of Beltane you must leave. When to Yule the wheal spin fire up the trunk and the corn will reign. Take care of your shrub, tree and flower, they are blessed by the Lady. Where the waves of the water go, throw a stone and it will show you the truth. When you have a truly need, the foreign greed you won't serve. Don't waist time with a fool, if you don't want to be knew as a fool friend. Happy meetings, happy leaves, shelter the heart and blushes the cheeks. The three times law you must ever remember. Three times for bad, three times for good. When the bad lucky follow you a blue star in front of you guide. Be faithful to your love, or unfaithful it will be."

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Belas Bruxas


Feather Dust, upload feito originalmente por Elizabeth Salib.
Estou de volta de minhas férias na praia. Coincidentemente conheci, no privê onde fiquei uma dama que descobri ser uma bruxa. Coincidentemente não por eu pensar ser um bruxo, mas porque falávamos sobre isso no blog, ain't? E ao contrário do que muitos e mitos contam bruxas atualmente passam longe daquelas velhas senhoras com grande nariz e uma verruga na ponta voando sobre uma vassoura velha. Bruxas podem ser mais bonitas do que se pensa.
No fim da Idade Média o cristianismo crescia intensivamente, convertendo ou destruindo seguidores de outras doutrinas e religiões. Foi nessa mesma época que foi criado o Tribunal da Inquisição, julgando e condenando os acusados de "adoradores do diabo". Grande número de vítimas acusadas como bruxas eram mulheres inocentes. O simples fato de a pessoa recuar-se a comer carne de porco era considerado para alguns, motivo para ir para o Tribunal como uma judia. Alguns historiadores afirmam que foram executadas aproximadamente 10 milhões de pessoas nesse período.
Freqüentemente pessoas eram acusadas falsamente, já que era bem recompensado aquele que informasse sobre a existência de alguma bruxa nas redondezas. E nem sempre se precisava de provas concretas para tal condenação. Para obter a confissão o acusado passava por uma longa e insuportável sessão de torturas, como ter o corpo suspenso pelas mãos com os braços voltados para trás. A maioria das pessoas preferia dizer que praticavam magia, mesmo sem nunca o terem feito.
Por essa razão as bruxas que viviam nessa época procuravam camuflar seus utensílios mágicos em forma de objetos comuns. O cetro mágico, por exemplo, era transformada em uma colher de pau. A panela grande era seu caldeirão e assim por diante. Marcas estranhas como sardas ou manchas no corpo das mulheres também eram consideradas como marcas do diabo, rotulando-as como bruxas.
Muitas bruxas decoravam o conteúdo dos seus livros para serem queimados e somente reescritos quando a Inquisição terminasse. Alguns desses manuscritos permaneceram escondidos, passando de geração a geração até nossos tempos, sendo consideradas verdadeiras relíquias.
A discriminação as bruxas ainda continua, pois ainda são vistas por muita gente como praticantes do mal. Mas garanto que bruxas belas como a que conheci, passam longe de imaginar-se que façam algo para o mal.



I came back from my vacations on the beach. Coincidently I met, at the condominium where I was, a girl that I discovered to be a wicca. I say coincidently not because I consider myself a wizard, but because we talk about this on this blog, isn’t? On the contrary of many and myths tell us, witches, nowadays, are far from those old ladies with a big nose and a wart, flying over their old broom. Wiccas can be more beautiful than you thought.
At the end of the Middle Age the Christians grew stronger, converting or destroying followers of another religions or cults. Was on this time that was created the Supreme Sacred Congregation of the Holy Office, judging and condemning the charged of being "devil lovers". A large number of women charged on this time were even innocent. The simple fact of someone refuse to eat pig meat was enough to consider as a reason to confront the Congregation Office as if you were a jewish. Some historians say that were executed near 10 million people that time.
Frequently people were lying charged, once that those whose gave information about existence of some witch around, would be well rewarded. And none of the times they need solid proves to condemn someone. To obtain the confession the charged person was submitted to a long and painful torture session, as to have the body suspended by a rope tied on the hands with the arms turned back. Most of people used to prefer to confess that they were witches, even never had done some witchcraft.
Because of this the witches who lived that time looked for hide their magic objects into common objects. The magic staff, for example, becomes the wood spoon. The big pan was the large caldron, and so on. Strange marks as spots or freckles at women body were also considerate as devil marks, making them a witch also.
Many of those witches used to record on mind the content of their books, to so it can be burned and be rewritten after the Inquisition. Some of those manuscripts remained hidden, passing through generations until nowadays, being considerate truly relics.
The discrimination to the witches still remains, because they're still considerate for many as evil practicing. But I guaranty you that pretty witches as that I had knew, are far from someone imagine to practice something evil.
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