sexta-feira, 21 de maio de 2010

Âme douloureuse...

Alma dorida... Machucada... Confusa... Amargurada... Solitária. Fadada a nunca encontrar a paz. Comprometida com o sofrimento. Uma dor represada. Precisando abrir a comporta na esperança de algum alívio. Desenhando sua história em um compasso. Círculos, elipses, onde tudo isso começou? Não importa. Sempre sem um começo ou fim. O tempo já não é medido em dias, horas ou segundos, mas breves momentos de alegrias. Pequenos intervalos em sua contínua dor. Sentimentos que encontrou uma porta aberta, entrou, se apossou dela e lá fez sua casa. Comparece então a todos os eventos. Todos os momentos. Sempre à vontade. Alma cansada... Acomodada... Incompleta. Ontem, hoje, sempre dorida, sempre sem dono.

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Sore soul... Painful... Confuse... Bitterness... Loneliness. Condemned to never find the piece. Compromised with the pain. Dammed pain waiting to open the gate in hope of some relief. Drawing its history into a compass. Circles, ellipses, where did it begin? Doesn't matter. Always without an end or begin. Time isn't measured on days, hours or seconds anymore, but little moments of joy. Little intervals into a continuous pain. Feelings that had found the door opened, came in, took possession and there made its home. Present now on all events. Every moment. Always making itself comfortable. Tired soul... wrapped in... Incomplete. Yesterday, today, always bruised, always loneliness.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Fotografias...

Fotografias vertidas em alegrias, tristezas, agonias, desejos, saudades, lembranças... Fotografias que encontro dentro de um livro. Fotografias que não querem deixar minha memória, que ainda vejo espalhadas numa pequena caixa. Desconexas. Fotos trazidas pela noite. Guardadas no escuro do quarto. Sufocando-me. Murmuradas em sonhos. Fotografias que brincam em minha mente, como crianças felizes. Vertem-se em uma lembrança triste, de algo que restou apenas naquelas fotos. Alma dolorida e castigada. Fotografias tão vivas quanto o prazer deixado com elas. Olho... Sinto... Fotografias vertidas em sorrisos... Fotografias vertidas em lágrimas.




Pictures turned into happiness, sadness, anguish, desires, missing, memories... Pictures that I found inside a book. Pictures that won't leave my memories, that I still see spread inside a little box. Incoherent. Pictures brought by the night. Kept into the darkness of the room. Suffocating me. Murmured in dreams. Pictures playing on my mind, like happy children. Turning into a sad memory, of something which remains only on those photos. Bruise and castigated soul. Pictures as alive as the pleasure left. I watch... I feel... Pictures turned into smiles... Pictures turned into tears.

domingo, 9 de maio de 2010

Love...


, upload feito originalmente por prestigeya ♥ طبـ ع ــي كذآآ.

Eu te Amo
Я люблю тебя
Я люблю цябе
Обичам те
Волим те
Ek is lief vir jou
Unë të dua
أحبك
T'estimo
我爱你
我愛你
Miluji tě
Jeg elsker dig
Ik hou van je
Ma armastan sind
Mahal kita
Rakastan sinua
Je t'aime
Quérote
Ich liebe dich
Σ 'αγαπώ
אני אוהב אותך
मैं तुमसे प्यार करता
Szeretlek
Ég elska þig
Aku mencintaimu
Io ti amo
わたしは、あなたを愛しています
당신을 사랑합니다
Es mīlu tevi
Aš tave myliu
Те сакам
Aku mencintaimu
Inħobbok
Jeg elsker deg
Jag älskar dig
من شما را دوست دارم
Te iubesc
Milujem ťa
Ljubim te
Te quiero
Mahal kita
ผมรักคุณ
Seni seviyorum
Tôi yêu bạn
Me dor wo
Te dashuroj
Sheth she~n zho~n
Maite zaitut
:..:| ..:| |..-.. .::":.., :.:;
Nemehotatse
Mi amas vin
Rohiyu
Taim i' ngra leat
t'a gr'a agam dhuit
Szeretlek
Eg elska thig
Ego Amo te
Wani ra yana ro aisha
Da ma la nope

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Para onde irão os Guaiamuns?

Não sou ambientalista, acadêmico ou muito menos integro alguma ONG, mas tenho consciência de que mais do que nunca é preciso conservar o meio-ambiente. Mas será que desenvolvimento econômico pode realmente andar junto com o meio-ambiente e sustentabilidade? Ultimamente a polêmica a respeito do desmatamento de mangue em Suape para a expansão da área portuária vem chamando a atenção para esse ponto.
De qualquer modo não acredito que desenvolvimento econômico deva acontecer a qualquer custo. Isso para mim é coisa de gente com mentalidade pequena, inconseqüente e irresponsável. Quando você meche no equilíbrio ambiental, no ecossistema, alguma conseqüência vai aparecer. Não é preciso fazer nenhum estudo, tese ou ser acadêmico para ver isso. É só ter um mínimo de inteligência. Se eu acabo com uma área de mangue, conseqüentemente estou acabando com os guaiamuns que viviam e reproduziam-se lá. Estou tirando também o sustento de pessoas que vivem da pesca de guaiamuns para sobreviverem. É, aquele guaiamum que você come Domingo na praia. Em pouco tempo você não vai mais poder comer guaiamum, ou então vai ter que pagar uma fortuna em um restaurante de playboy pra poder comer uma coisa que você pagava R$10,00 em uma corda de guaiamuns no Domingo na praia. E o cara que não tem mais onde pegar guaiamuns para sustentar a família e só fez isso a vida inteira, pode ser que ele cruze com você algum dia e pegue seu celular, pois teve que roubar agora já que não vai ser o governo nem a empresa que tirou a área do mangue quem vai ajudar ele a conseguir um novo sustento. Claro, isso tudo é apenas um exemplo de uma forma bem simplória. Posso inclusive desenhar pra quem não está entendendo ainda.
Desenvolvimento econômico de forma sustentável é possível sim, mas é caro! Assim não é interessante para empresas e governo, a não ser que isso já esteja no plano de governo e nos projetos. Ninguém quer ter que mudar seu projeto, realocar toda a sua estrutura pra outro local, elaborar um plano de transporte para ligar essas estruturas, etc., por causa de um monte de matinho. Melhor arrancar o matinho e pronto. Cada um com seu problema. O pescador que se vire depois. E eu nem gostava de guaiamum mesmo.
Só espero que um dia eles comecem a perceber que uma pessoa depende da outra para viver, como disse Marina Silva. Eu preciso tanto do pescador de guaiamum quanto ele precisa de mim. Sem ele eu não teria meu Domingo de relax na praia e sem mim ele não teria como vender e ganhar seu sustento. Prefiro que meus filhos um dia possam poder brincar em uma área verde, respirar um ar melhor e ter um clima mais ameno do que viver em um lugar super desenvolvido, mas cercado de asfalto, cimento e concreto, com problemas de saúde e estresse.


I'm not an environmentalist, academic or even a part of some ONG, but I have the conscience that more than ever we must protect the environment. But may the economic development shall walk together with the environment and sustainability? These days the polemic about deforestation of mangroves at Suape to the expansion of the port area has been taking attention to this point.
Anyway I don't believe that an economic grow must happen on any matter. This is, on my opinion, a thought of people which has a small mind, reckless and irresponsible. When you change the environmental balance, you'll have a consequence above it. It's not necessary a study, thesis or being some academic to notice that. You just must have a little sense of intelligence. If I destroy the mangrove area, sure I'll also kill the blue crabs (Guaiamum) that live and reproduce there. I'm also taking away sustain of people which live from the crabs capture to survive. Yeap, that good blue crab which you like to eat on Sundays at the beach. Soon you'll haven't any blue crab to eat, or will must pay a fortune into some playboy restaurant to eat some that you used to pay $10 for eight units (a blue crab rope). And that guy whose used to catch those crabs, and that was what he ever did in his life, to sustain his family may cross your way and stole your mobile phone, because neither the company, neither the government will help him to pay his bills and get another job. Sure, all that is just a simple example. For those whose still didn't understand I can even draw it =P
Economic development in a sustainable way is possible, but expensive! And this way is not of the interest of the companies or the government, instead of it's already on the budget plan. No one wants to change its projects to replace its structures, elaborate a connect transport plan, etc., for a mount of bush! Is easier just to take off the bush and done. Each one with each one's problem. It's not my problem if the fishier family will die. I even didn't like blue crabs anyway!
I just hope that someday people whose thinks like this realize that each person depends on another person to live, as Marina Silva said. I need the fisher as much as he needs me. Without him I would not have my relaxing Sundays with blue crabs on the beach, and without me, he would not have to whose sell his crabs to sustain his family. I prefer that my children may play on a big green area, breath a pure air and have a better weather, than grow into a super developed place, with asphalt, cement and concrete, having health problems and stress.
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