sexta-feira, 18 de março de 2011

Ter amigos sai caro

Ontem a noite sonhei novamente com meus ex-colegas de trabalho, do meu antigo trabalho. É estranho como a gente vai perdendo o contato com os amigos. Claro, ainda existem aqueles resistentes que ainda te aturam apesar de você ficar mais chato a cada ano que passa. Fico divagando o que me impede de manter ou retomar esses contatos? Afinal são pessoas que eu prezo. São pessoas que pertenceram a momentos de minha vida e que tenho certeza gostariam de manter esse contato.
O que causa essa perda de contato? Carreira, tipo e lugares de entretenimento, filhos, moradia... O único que justificaria um pouco essa perda de contato é você mudar-se para uma outra cidade ou país. Convidar seu amigo que mora em São Paulo pra o churrasco de fim de semana na sua casa em Recife não rola né. O problema é que mesmo quando seu amigo está na sua cidade você não se esforça tanto para encontrá-lo.
Sei que hoje tenho bem menos amigos do que há 10 anos atrás. E se eu continuar nesse rítmo frenético conseguirei chegar aos 50 anos completamente só e mal humorado, usando o trabalho como desculpa para me isolar. Lembre-se, seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos irão. Mantenha contato. Não faz muito sentido apodrecer sozinho. Apodreça em companhia!




Last night I dreamed again with my former colleagues from my old job. It's strange how folks losing touch with friends. Sure, there are still those guys that still keep as your friend while you get more boring with each passing year. I'm wondering what prevents me from maintaining or go after these old friends? After all they are people that I cherish. These are people who belonged to moments of my life and I'm sure they would also like to maintain that friendship.
What causes the loss of these contacts? Career, kinds of places and entertainment, children, housing... The only thing that would justify a bit of loss of contact are you moving to another city or country. Invite your friend who lives in Sao Paulo for the weekend barbecue at your home in Recife doesn't make much sense. The problem is that even if your friend is in your town, you don't make much effort to meet him.
I know that today I have far fewer friends than 10 years ago. And if I keep walking like that I will be able to reach my 50 years old completely alone and with a bad moody, using work as an excuse to my isolate. Remember, your job will not take care of you when you're sick. Your friends will. Keep in touch. It makes little sense to rot alone. So, let's rot together!

quarta-feira, 16 de março de 2011

E se...


E se..., upload feito originalmente por Guzma.

Com certeza alguma, ou várias vezes na sua vida, você já usou a expressão "e se". "E se eu tivesse aceitado aquele emprego" - "E se eu tivesse saído aquela noite" - "E se eu tivesse casado com ela". Existem inclusive diversas teorias sobre universos paralelos, onde existe uma versão da nossa vida para cada possibilidade de caminho que podemos seguir.
Assim que nascemos começamos a trilhar um caminho. Bem, enquanto somos bebês e crianças, praticamente todos os caminhos que tomamos são impostos. Somos guiados por nossos pais, tutores, etc. Nem sempre essas pessoas nos guiam por bons caminhos, infelizmente. Isso já é o suficiente para mudar nossa rota. Chegamos na adolescência e começamos a ter opções. Escolher caminhos. Geralmente caminhos errados, mesmo sendo ainda orientados. A parte boa é que normalmente esses caminhos não causam grandes mudanças no nosso percurso. Podemos voltar a trilha principal e levar alguma aprendizagem.
Interessante como esses caminhos nossos são compartilhados com outras pessoas. Colegas do colégio, amigos do condomínio, da rua ou do bairro. Sempre estamos caminhando em uma trilha com alguém. Tomamos atitudes que influenciam no caminho dessas pessoas e vice-versa. Mudamos de colégio, repetimos de ano, e assim vão mudando as pessoas que nos acompanham.
Junto a isso também começam nossos relacionamentos. Primeiro beijo, perda da virgindade, emoções e hormônios quase que controlando nossos passos. Começamos a traçar um caminho de forma mais definitiva. Tomamos decisões que irão pesar em nossa trilha e na trilha de outras pessoas. Escolhemos uma carreira. E essa carreira já é decorrente de caminhos traçados lá atrás. Escolhemos as pessoas com quem partilhar o caminho. Cada uma dessas pessoas, cada um desses caminhos podem te levar a uma infinidade de possibilidades. Filhos, sucesso, fracasso, morte... Não há como saber o que existe no meio
dessas trilhas.
Por algum motivo existem caminhos que de qualquer modo iríamos trilha-los. Chamam esses caminhos de Destino. Qualquer trilha que você tome, passará pelo Destino. A única diferença vai ser em quão mais rápido você chegará lá e quem estará nesse caminho com você. E assim nós seguimos com a vida. Tomando decisões, fazendo escolhas e trilhando caminhos. As vezes fico pensando nesses "E Se"'s e como estaria minha vida e a vida dos que seguiram ou não comigo em algum desses caminhos. O menor desvio no meio de uma dessas trilhas e eu estaria em um lugar diferente, mas nunca seria uma pessoa
diferente.

"Se eu fosse um cisne, estaria morto
Se eu fosse um trem, estaria atrasado
E se eu fosse um bom homem
Conversaria contigo mais frequentemente do que faço
Se eu fosse dormir, poderia sonhar
Se eu tivesse medo, poderia me esconder
Se eu enlouquecer, por favor não ponha
Seus fios no meu cérebro
Se eu fosse a lua, eu seria legal
Se eu fosse uma regra, estaria dobrado
Se eu fosse um bom homem, eu entenderia
As distâncias entre amigos
Se eu estivesse só, eu choraria
E se eu estive contigo, eu estaria em casa e seco
Se eu enlouquecer
Você ainda vai me deixar participar do jogo?
Seu eu fosse um cisne, estaria morto
Se eu fosse um trem, estaria atrasado novamente
Se eu fosse um bom homem
Conversaria contigo mais frequentemente do que faço"
(Pink Floyd - If)

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Surely for some, or many times in your life you have used the expression "and if"'s. "And if I had accepted that job -" And if I had gone out that night - "And if I had married her." There are also several theories about parallel universes, where there is a version of our life for every possible path we can follow.
In the moment we're born we begin to tread a path. Well, while we are babies and children, most of the roads we take are imposed. We're guided by our parents, teachers and others. These people not always guide us in good ways, unfortunately. That is enough to change our route. We arrived in the teenager and start to have options. Choose paths. Generally wrong paths, even still we're oriented. The good part is that often these paths don't cause
major changes in our way. We can return to the main trail and still take some learning.
Interesting how these pathways are shared with another persons. Fellow from the college, friends, neighborhood or others. Whenever we're walking on a trail with someone. Our attitudes influence the path of these people and also their to us. We change the college, we go reproved, and this will also change the people who accompany us.
Along with that also begin our relationships. First kiss, loss of virginity, emotions and hormones that control our steps. We began to walk a path with more definition. We make decisions that will have a role on our trail and the trail of others. We chose a career. And that career is due to paths laid back. Choose the people with whom to share the road. Each of these people, each of these paths can lead you to a number of possibilities. Children,
success, failure, death... There is no way to know what is in the midst of these paths.
For some reason there are paths that in any way will track them. We call these paths as Destination. Any path you take, will pass through the Destination. The only difference will be in how quickly you get there and who will be on that path with you. And so we go through life. Making decisions, making choices and walking paths. Sometimes I get thinking on these "And If"'s and how would be my life and life of those who followed me,
or not, in any of those paths. The smallest deviation in the middle of one of those tracks and I'd be in a different place, but would never be a different person.

"If I were a swan, I'd be gone
If I were a train, I'd be late
And if I were a good man,
I'd talk with you more often than I do
If I were to sleep, I could dream
If I were afraid, I could hide
If I go insane, please don't put
Your wires in my brain
If I were the moon, I'd be cool
If I were a rule, I would bend
If I were a good man, I'd understand
The spaces between friends
If I were alone, I would cry
And if I were with you, I'd be home and dry
And if I go insane,
Will you still let me join in the game?
If I were a swan, I'd be gone
If I were a train, I'd be late again
If I were a good man,
I'd talk with you more often than I do"
(Pink Floyd - If)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ninguém samba como Roberto Carlos samba!

Estão falando que a Globo atuou no resultado do desfile das Escolas de Samba do Rio, promovendo a vitória da Beija-Flor como a grande campeã de 2011. Tudo porque o Rei Roberto Carlos foi homenageado e estava lá, desfilando e sambando (?) em um carro alegórico cheio de criancinhas, que bonito. Quem sabe no seu próximo álbum ele não coloca a música "Mulher Globeleza". O fato é que não assisti ao desfile da Beija-Flor. Não assisti nenhum desfile. Só assisti um compacto de 10 minutos no YouTube do desfile da Beija-Flor pra poder desenhar com primor e fidelidade a tirinha abaixo.





People are talking that the Globo Network acted on the results of the of the parade of samba schools of Rio de Janeiro, promoting the victory of the Beija-Flor group as the 2011 champion college. All because the King Roberto Carlos was honored there, parading and dancing samba (?) in a float full of little children, so cute! Perhaps in his next album he puts the song "Woman Globeleza". The fact is that I didn't watched the parade on the television, only a 10 minutes compact of the Beija-Flor parade to be able to draw with a high-fidelity the strip above.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A garotinha andrógena


mudando meus pensamentos, upload feito originalmente por Camylle Coutinho.

Ok, tenho uma confissão a fazer. Mulheres andrógenas (do francês femmes androgynes) me atraem. Nada de colegiais safadas, enfermeiras lascivas ou japonesas mijonas. Talvez pela mistura de sensualidade com não-to-nem-ai, ou pelo seu modo dominador e ainda sensual. Sei que isso me dá um tesão desgraçado. Tudo deve ter começado com aquele filme desgraçado de Luc Besson, O Quinto Elemento, e meu primeiro contato com Milla Jojovich (minha inesquecível Leeloo). Depois veio Shirley Manson e o Garbage destruindo todo meu conceito de garotas colegiais e virgindade. E a Katy, a Musa da NonStop, consolidou completamente, fechando com chave de ouro, as andrógenas no meu mundinho.
Passou o carnaval e todas aquelas menininhas fantasiadas de enfermeiras, evas, diabinhas, coisas rosas, etc, também passavam, mas não me chamavam nenhuma atenção. Coisas comuns e sem criatividade. Muita feminilidade e pouca sensualidade. Fogo, terra, água e ar. Faltava o quinto elemento. Ai ela apareceu. Assim como Charlie Brown tem a Garotinha Ruiva - que particularmente acho que era uma garotinha andrógena - lá estava a garotinha andrógena. Sorrindo do outro lado da rua. Sim, mulheres andrógenas também sorriem. Eu parado do lado oposto com pessoas de toda qualidade esbarrando em mim, trocando seus suores comigo. Mas não me importava. Naquele momento eu me sentia no meio de uma rave em Londres, de noite e no inverno.
Eu tinha que falar com a garotinha andrógena. Tinha que deixar meu Eu-Charlie-Brown de lado e atravessar a rua. Olhar fixo naquela fêmea. Ela olhava também para meus olhos (ou então para algum bacana atrás de mim). No primeiro passo para chegar ao outro lado me passa uma porra de uma troça tocando Vassourinha pela milésima terceira vez. E vai a banda arrastando todo aquele mar de gente feia atrás. Eu tentando nadar contra aquela corrente dos infernos, perdendo a garotinha andrógena de vista. Quando finalmente cheguei ao outro lado, depois de muita cotovelada e pisada no pé, ela não estava mais lá. Senti-me novamente como o próprio Charlie Brown. "Que puxa" - eu disse.
Tudo o que me sobrou foi uma garotinha fantasiada de Eva que veio me entregar uma maçã. Peguei a maçã dela e atirei o mais longe que consegui. Acho que ela ficou um pouco assustada, pois não sabia se saia correndo dali ou se encolhia no chão. Voltei pra casa certo que nunca mais iria achar a garotinha andrógena novamente. E não achei, claro. Se por acaso a garotinha andrógena estiver lendo esse post, o que eu acho bastante difícil, minhas informações de contato estão no meu perfil e se quiser vou estar lá, todo dia, ao meio-dia, na mesma rua, esperando um sinal de vida!
"Quando tudo está dando errado
E você não consegue ver razão para continuar
Nada na vida está sacramentado
Não há nada que não possa ser mudado

Ninguém quer ficar sozinho
Todos querem amar alguém
Você poderia pegar uma ameixa da árvore
Por que simplesmente não ficamos todos juntos?"



Ok, I have a confession. Androgynous women (from French Femmes Androgynies) attracts me. There are no naughty schoolgirls, lewd nurses or peeing Japanese girls. Perhaps the mixture of sensuality with I-don't-care-about, or it's their commandeering manner, but still sexy. The only thing I know is that it drives me crazy. All this must have started with that wretch movie of Luc Besson, The Fifth Element, and with it my first contact with Milla Jojovich (my unforgettable Leeloo). After this came Shirley Manson and the Garbage band destroying all my concepts of pure teenagers school girls and virginity. And at least Katy, the NonStop muse, consolidating completely, closing with the master key, the androgynous women into my little world.
The carnival passed by and all those little girls dressed as nurses, Eves, devil women, pinky stuffs, etc, also passed by me, but didn't get my attention. All they were common and without creativity. Lots of femininity, but little sensuality. Fire, earth, water and air. It was missing the fifth element. Then she appeared. Like Charlie Brown had his Little Red Haired Girl - particularly I think that was a little girl androgynous - there was my little girl version androgynous. Smiling across the street. Yes, androgynous women also do smile. I stopped on the other side with every kind of people bumping into me, rubbing their sweat with mine. But I didn't care. At that time I feel myself in the middle of a rave in London, at night and in winter.
I had to talk with the androgynous girl. I had to leave my I-Charlie-Brown and cross the street side. I was staring at that female. She also looked into my eyes (or perhaps to some nifty behind me). In the first step to reach the other side appears me a fucking fun band playing Vassourinha for the third time. And following the band was that crowd of ugly people just looking like a sea in a bad weather. Me trying to cross that crowd from hell, losing my androgynous girl from my eyes. When I finally got across the street, after a lot of elbow on my rips and bruised foot, she wasn't there anymore. I felt like Charlie Brown again. *Sigh... - I did.
All that left me after that was another little girl, dressed like Eve offering me an apple. I took her apple and threw as far as I got. I guess she was a little scared, because she didn't know if run away from there or just sit on the floor, shrunken. I came back home certainly that wouldn't see anymore the little androgynous girl again. And I didn't, of course. So, if by the way the androgynous little girl is reading this post, what I found quite hard to believe, my contact information are on my profile and if you want I'll be there, everyday, at noon, at the same street waiting for a signal of life!

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