quarta-feira, 9 de março de 2011

A garotinha andrógena


mudando meus pensamentos, upload feito originalmente por Camylle Coutinho.

Ok, tenho uma confissão a fazer. Mulheres andrógenas (do francês femmes androgynes) me atraem. Nada de colegiais safadas, enfermeiras lascivas ou japonesas mijonas. Talvez pela mistura de sensualidade com não-to-nem-ai, ou pelo seu modo dominador e ainda sensual. Sei que isso me dá um tesão desgraçado. Tudo deve ter começado com aquele filme desgraçado de Luc Besson, O Quinto Elemento, e meu primeiro contato com Milla Jojovich (minha inesquecível Leeloo). Depois veio Shirley Manson e o Garbage destruindo todo meu conceito de garotas colegiais e virgindade. E a Katy, a Musa da NonStop, consolidou completamente, fechando com chave de ouro, as andrógenas no meu mundinho.
Passou o carnaval e todas aquelas menininhas fantasiadas de enfermeiras, evas, diabinhas, coisas rosas, etc, também passavam, mas não me chamavam nenhuma atenção. Coisas comuns e sem criatividade. Muita feminilidade e pouca sensualidade. Fogo, terra, água e ar. Faltava o quinto elemento. Ai ela apareceu. Assim como Charlie Brown tem a Garotinha Ruiva - que particularmente acho que era uma garotinha andrógena - lá estava a garotinha andrógena. Sorrindo do outro lado da rua. Sim, mulheres andrógenas também sorriem. Eu parado do lado oposto com pessoas de toda qualidade esbarrando em mim, trocando seus suores comigo. Mas não me importava. Naquele momento eu me sentia no meio de uma rave em Londres, de noite e no inverno.
Eu tinha que falar com a garotinha andrógena. Tinha que deixar meu Eu-Charlie-Brown de lado e atravessar a rua. Olhar fixo naquela fêmea. Ela olhava também para meus olhos (ou então para algum bacana atrás de mim). No primeiro passo para chegar ao outro lado me passa uma porra de uma troça tocando Vassourinha pela milésima terceira vez. E vai a banda arrastando todo aquele mar de gente feia atrás. Eu tentando nadar contra aquela corrente dos infernos, perdendo a garotinha andrógena de vista. Quando finalmente cheguei ao outro lado, depois de muita cotovelada e pisada no pé, ela não estava mais lá. Senti-me novamente como o próprio Charlie Brown. "Que puxa" - eu disse.
Tudo o que me sobrou foi uma garotinha fantasiada de Eva que veio me entregar uma maçã. Peguei a maçã dela e atirei o mais longe que consegui. Acho que ela ficou um pouco assustada, pois não sabia se saia correndo dali ou se encolhia no chão. Voltei pra casa certo que nunca mais iria achar a garotinha andrógena novamente. E não achei, claro. Se por acaso a garotinha andrógena estiver lendo esse post, o que eu acho bastante difícil, minhas informações de contato estão no meu perfil e se quiser vou estar lá, todo dia, ao meio-dia, na mesma rua, esperando um sinal de vida!
"Quando tudo está dando errado
E você não consegue ver razão para continuar
Nada na vida está sacramentado
Não há nada que não possa ser mudado

Ninguém quer ficar sozinho
Todos querem amar alguém
Você poderia pegar uma ameixa da árvore
Por que simplesmente não ficamos todos juntos?"



Ok, I have a confession. Androgynous women (from French Femmes Androgynies) attracts me. There are no naughty schoolgirls, lewd nurses or peeing Japanese girls. Perhaps the mixture of sensuality with I-don't-care-about, or it's their commandeering manner, but still sexy. The only thing I know is that it drives me crazy. All this must have started with that wretch movie of Luc Besson, The Fifth Element, and with it my first contact with Milla Jojovich (my unforgettable Leeloo). After this came Shirley Manson and the Garbage band destroying all my concepts of pure teenagers school girls and virginity. And at least Katy, the NonStop muse, consolidating completely, closing with the master key, the androgynous women into my little world.
The carnival passed by and all those little girls dressed as nurses, Eves, devil women, pinky stuffs, etc, also passed by me, but didn't get my attention. All they were common and without creativity. Lots of femininity, but little sensuality. Fire, earth, water and air. It was missing the fifth element. Then she appeared. Like Charlie Brown had his Little Red Haired Girl - particularly I think that was a little girl androgynous - there was my little girl version androgynous. Smiling across the street. Yes, androgynous women also do smile. I stopped on the other side with every kind of people bumping into me, rubbing their sweat with mine. But I didn't care. At that time I feel myself in the middle of a rave in London, at night and in winter.
I had to talk with the androgynous girl. I had to leave my I-Charlie-Brown and cross the street side. I was staring at that female. She also looked into my eyes (or perhaps to some nifty behind me). In the first step to reach the other side appears me a fucking fun band playing Vassourinha for the third time. And following the band was that crowd of ugly people just looking like a sea in a bad weather. Me trying to cross that crowd from hell, losing my androgynous girl from my eyes. When I finally got across the street, after a lot of elbow on my rips and bruised foot, she wasn't there anymore. I felt like Charlie Brown again. *Sigh... - I did.
All that left me after that was another little girl, dressed like Eve offering me an apple. I took her apple and threw as far as I got. I guess she was a little scared, because she didn't know if run away from there or just sit on the floor, shrunken. I came back home certainly that wouldn't see anymore the little androgynous girl again. And I didn't, of course. So, if by the way the androgynous little girl is reading this post, what I found quite hard to believe, my contact information are on my profile and if you want I'll be there, everyday, at noon, at the same street waiting for a signal of life!

3 comentários:

  1. Muitooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo bommmmmmmmmmmmmmm!!!!
    concordo c vc, n acho fantasias de enfermeiras nd legall ( i'm a nurse)...powwww vc foi bruto, mas sentimentalllll, achei lindo o post!!!!!!!! N perca a esperança d encontrar a garota andrógena, quem sabe ela n aparece!!!!!!!!!!! Confesso que a escolha do *sigh ficou meio assim, acho q o "Oh man.."daria um tchan kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, mas n combina c vc.

    adorei esse trecho:
    "Ninguém quer ficar sozinho
    Todos querem amar alguém
    Você poderia pegar uma ameixa da árvore
    Por que simplesmente não ficamos todos juntos?"

    bjao e até o próximo post... =)

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  2. Hey Mylle,

    Primeiramente parabéns por ressuscitar um post de 2011. Uma época em que eu ainda usava o Flick (eu acho) e me inspirava em fotos aleatórias para escrever coisas que ninguém iria ler... Mas, a não ser que você tenha passado aquele carnaval de 2001 – acho – nas ladeiras de Olinda, você apenas inspirou o post. Diminuí a frequência com que escrevia. Estou tentando recuperá-la, mas deixei de ficar buscando inspiração dessa forma. Algumas fotos que eu encontrava me levavam a querer escrever coisas muito bizarras...

    Bem, obrigado por um dia ter sido minha “musa andrógena inspiradora” e a Garotinha Ruiva do Charlie Brown =)

    Grande Abraço Garotinha Ruiva (Agora loira)

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