quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eu também já fiz greve!

Quando se fala em greve logo se imagina um monte de gente parada na porta de uma fábrica ou agência bancária - ou qualquer outro local infeliz - , segurando cartazes e gritando palavras de ordem! Nos caso mais fervorosos você pode encontrar a polícia descendo o sarrafo e manifestantes quebrando portas de vidro, cadeiras e o que mais vier pela frente (até mesmo o colega desavisado que inocentemente veio cumprir sua obrigação de proletariado).
Entretanto existem várias outras formas de se fazer uma greve. Principalmente se você trabalha em uma empresa privada. Empresas privadas são o ó do borogodó quando se fala em greve. Se a coisa não for bem organizada, mas muito bem organizada mesmo, o máximo que você vai conseguir é uma oportunidade de realocação no mercado de trabalho, ou seja, ser demitido.
Certa vez resolveram cortar nosso benefício de adicional por consultoria realizada fora do expediente. Tipo, se o banco de dados de uma empresa parava nos ligavam para intervirmos para colocá-la em produção novamente. Recebíamos X por hora trabalhada. Esse X não era lá grande coisa, mas ajudava a comprar o leitinho das crianças.
Um belo dia alguém teve a brilhante idéia de transformar essa gratificação em banco de horas! Show! Eu agora iria comprar o leitinho com horas! "Tenho aqui duas horas, quantas latas de leite posso levar com isso?". Resolvemos então fazer algo bem simples: Ninguém era localizado nesses eventos até se voltar o processo de pagamento em dinheiro. Uma empresa parou um dia... Ninguém encontrava um DBA disponível. Uma estava "viajando", Outro "doente", outro fora de área e assim por diante. Essa empresa passou quase um dia e meio parada, trabalhando sem o sistema. Trabalhos extras fora dos horários, se não fosse a dinheiro, também eram boicotados.
Isso foi gerando uma lista de clientes insatisfeitos e projetos atrasados. Claro, eles podiam nos demitir, mas iria parar todo o setor de Banco de Dados da empresa, pois todos os DBAs estavam unidos e se um fosse cortado, outros iriam junto. Reforço novamente: para algo assim funcionar, todos, eu disse todos, devem manter sua posição firme.
Voltamos a receber pagamento em dinheiro, optando por banco de horas quando nos é conveniente. Resta agora torcer para que meu gerente não leia esse post e gerentes de outras empresas, porque depois de hoje minha imagem estará meio suja em outras corporações :P



When we talk about strike, suddenly comes the idea of a group of people stopped in front of the gates of some factory or bank - or any other unhappy place -, holding signs and yelling order words! In the fervors cases you'll find the police laying down the might law arm or strikers breaking door glasses, chairs and something else in front of them (even the work partner that came unknown and innocently to do their daily obligation of a proletariat).
However there are many other ways to do a strike. Principally if you do work on a private company. Private companies deal the devil when the subject is strike. If the thing isn't well organized, I really mean very organized, the maximum that you'll get is a chance to be reallocated at the labor economics market, better saying, being fired!
Once the company resolved to cut off our benefice, that was a extra payment for consulting done out of the work time hours. For example, if some company database broken, my company called us to intervene in fixing it, putting online. We received $X for worked hour. This payment was not so big deal, but it helped to buy the children milk.
One day someone had the great idea to turn those gratifications into a time bank! Great! Now I can buy my son's milk with the "time" in my bank! "Hey mr., I have here two hours, how much milk can I buy?". So we resolved to do something very simple: No one would be found after work, until they back the payment schema. One day a company crashed its database... No one could find any DBA available. One was "traveling", another "sick", another out of contact reach and so on. This company was without system almost one day and a half. Tasks out of the work time also would suffer boycott, if they wouldn't pay in money.
With this appeared a list with unhappy clients and projects were underdeveloped. Sure, they could fire us out, but this would stop all the database department of the company, because all the employees were joint to the cause, and if one were fired, the rest also will go away with him. I say it again: To this work, everybody, I said all, must keep their posture.
They gave us back our old schema of payment, money, choosing the time bank when it's convenient. Now rest me to hope that my manager doesn't read this post (and also another companies' managers), because after that, I will not be seeing with good eyes by them :P

Um comentário:

  1. Brilliant! Maybe this will help you with your moods. I remember my team began to win when it got rid of it's general manager. Next thing I knew they had the world series.

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