terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tome-lhe Pedra

 
"Se, em teu meio, em alguma das cidades que o Senhor teu Deus te da, houver um homem ou uma mulher que pratique o que desagrada ao Senhor teu Deus, transgredindo sua aliança e seguindo outros deuses para servi-los e prostrar-se diante deles, diante do sol ou da lua ou de qualquer astro do exército do céu - coisas que não ordenei - logo que te chegar a notícia, investigarás cuidadosamente o caso. Se for de fato verdade que se cometeu tal abominação em Israel, levarás às portas da cidade o homem ou a mulher que cometeu tal maldade o os apedrejarás até a morte. (...) As mãos das testemunhas serão as primeiras a levantar-se contra o réu para fazê-lo morrer, seguindo-se as mãos de todo povo. Assim eliminarás o mal do teu meio." Dt 17, 1 - 7
 
 
E essa é a história de um Deus cruel, cheio de ódio e vingança contra aqueles que não o adorassem ou seguisse seus mandamentos. Um Deus diferente do que encontramos no Novo Testamento. Diferente, porém o mesmo. Assim o dizem...
 
Até pensei em experimentar tal ato, o de apedrejar alguém ou algum ser vivo, para expôr tal experiência aqui, mas é uma coisa de tamanha crueldade que apenas uma pessoa perturbada, um demente doente mental, ou com um ódio muito grande, faria tal coisa ou assistiria tal ato de agrado. A morte por esse meio é cruel, lenta e dolorosa, pois nosso corpo tem uma resistência a esses impactos, absorvendo-os aos poucos, acumulando a dor até o momento de desfalecer (porém ainda vivo). Eu apedrejaria alguém no terceiro caso, das pessoas com ódio muito grande, porém não tenho hoje ninguém a quem odiaria de tamanha forma e intensidade. No Torá, que corresponde aos cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica (Gênesis, Êxodos, Levítico, Números e Deuteronômio), e no Mishná são várias as razões para se condenar alguém a morte por apedrejamento. Desde o adultério (principalmente), a prática de bruxarias, blasfemar ou adorar outros deuses.
 
Com certeza se as leis para prática do apedrejamento fossem seguidas por uma maioria nos dias de hoje, não haveria mais pedras suficientes nesse mundo. Embora o apedrejamento ainda seja utilizado em alguns países ou regiões como forma de punição, para muitas religiões, até mesmo para o próprio Judaísmo, não significa que o apedrejamento deva ser utilizado literalmente. As pedras podem ser ações, palavras e atitudes que punam o transgressor, uma vez que essas podem ser consideradas por alguns tão duras quanto pedras. O importante é a mensagem deixada. Claro, algumas pessoas sempre interpretam essas mensagens ao pé da letra ou com muito entusiasmo.
 
Assistam "The Stoning of Soraya M." ou leiam o livro do jornalista Freidoune Sahebjam para mais referências e ver como esse tipo de punição pode ser manipulada por pessoas corruptas e de falsa moral.


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