sábado, 20 de junho de 2009

Sala de Visita



Lembro-me de um trecho de um livro do Rubem Alves em que ele fala das Salas de Visitas. Essas salas tinham um vasto espaço luminoso, quadros nas paredes, um grande
lustre no centro do teto iluminando a sala, vasos e móveis bonitos, quase intocados. Eram tão belas e... vazias. Não eram lugares para convivência cotidiana. Como o nome
dizia, era uma Sala de Visita. Por isso ficava bem na frente da casa. A dialética de deixar entrar, sem entrar! Visitas podiam entrar na casa, mas não penetrar. Os
segredos da casa ficavam assim protegidos.
Assim também somos. Muitas vezes deixamos as pessoas entrarem somente até nossa sala de visita. Onde mostramos apenas o mínimo e elegante. O que desejamos mostrar. Nossos segredos, nossa intimidade, ficam lá dentro, onde apenas as pessoas especiais, as pessoas de casa, podem entrar. E assim mantemos nossos segredos, intimidades e obscuridades escondidos...

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I was remembering about a piece of a book from Rubem Alves where he talks about the Living Rooms. Those rooms were a large illuminated room, with paints on its walls, a
big luminary in the center of the roof lighting the room, vases and beautiful mobile, almost untouchable. They were so beauty and... Empty. Sure, they were not a place for daily household. That's why they were put as the first room of the house. The principle of let in without let in! Visitors could enter the house but never penetrate it. And so the house secrets were protected.
We are the same. Most of time we let people see us just until the living room. There where we just show the minimal and elegant. What we want to show. Our secrets, our
intimacy, stays inside, only just special people, the home people, can go into. And then we kept hide our secrets, intimacy and obscurities...

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