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Mostrando postagens com o rótulo Poetry

Dinamene...

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Mais um de Camões... Ah! minha Dinamene! Assim deixaste Quem não deixara nunca de querer-te! Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te, Tão asinha esta vida desprezaste! Como já pera sempre te apartaste De quem tão longe estava de perder-te? Puderam estas ondas defender-te Que não visses quem tanto magoaste? Nem falar-te somente a dura Morte Me deixou, que tão cedo o negro manto Em teus olhos deitado consentiste! Oh mar! oh céu! oh minha escura sorte! Que pena sentirei que valha tanto, Que inda tenha por pouco viver triste? Dinamene foi uma jovem chinesa por quem Camões apaixonou-se a bordo de uma Nau que fazia a viagem, nesta ocasião, de China para Goa. Porém devido a uma tempestade a embarcação naufragou levando a jovem Dinamene junto. Ouvindo Kate Bush (Breathing) Dinamene was a young Chinese girl from whose Camões felt in love when was traveling on a ship from China to Goa. But a storm shipwrecked the ship, taking the girl Dinamene together with. So, as the o...

Endechas a Bárbara Escrava

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Sem muitas idéias, então vou deixar aqui hoje apenas um poema de Camões, particularmente um dos que mais gosto dele. Contam registros que Camões escreveu esse poema a uma escrava por quem apaixonou-se. Endechas a Bárbara Escrava (Camões) Aquela cativa Que me tem cativo, Porque nela vivo Já não quer que viva. Eu nunca vi rosa Em suaves molhos, Que pera meus olhos Fosse mais fermosa. Nem no campo flores, Nem no céu estrelas Me parecem belas Como os meus amores. Rosto singular, Olhos sossegados, Pretos e cansados, Mas não de matar. Uma graça viva, Que neles lhe mora, Pera ser senhora De quem é cativa. Pretos os cabelos, Onde o povo vão Perde opinião Que os louros são belos. Pretidão de amor, Tão doce figura, Que a neve lhe jura Que trocara a cor. Leda mansidão, Que o sino acompanha; Bem parece estranha, Mas bárbara não. Presença serena Que a tormenta amansa; Nela, enfim, descansa Toda a minha pena. Esta é a cativa Que me tem cativo; E pois...